Nada como o futuro!

Eliminatória – “Scorpions – Minha História Em Uma das Maiores Bandas de Todos os Tempos”

 

Comprei esse livro pensando se tratar de um ex-membro insignificante a desabafar baixarias que permitiriam conhecer um pouco melhor a história dessa banda tão bacana. Errei em ampla escala: Herman Rarebell é o ex-baterista que acompanhou a banda até o auge e o princípio da queda, no começo dos anos 90. Além disso, logo no começo do livro o mano diz que não está a fim de falar mal ou brigar com ninguém, só quer saber das boas histórias, o que é verdade. O texto é muito bem-humorado, cheio de digressões, é um passeio pelas lembranças do músico, que se resumem à trilogia (em ordem de importância) sexo, rock’n’roll e drogas, com intervalos em que fala sobre família ou em que dá dicas sobre a indústria musical. Isso não impede que ele seja franco ao falar dos desgostos, como quando fala sobre a situação que o levou a sair da banda. É divertido, mas não passa disso. Para completar, sou fã de Scorpions, mas não muito. Esse vai embora.

Alguns trechos do livro:

Dica para músicos

“Como eu havia mencionado, a disponibilidade de produtos de vídeo limitou o crescimento de uma audição musical mais apurada. Também percebi que os músicos não parecem mais interessados em tocar ao vivo ou fazer um som com os amigos por horas e horas. Com a democratização dos programas de computador, que possibilita a todos terem um estúdio de gravação completo em casa, por algumas centenas de dólares, tocar não importa tanto quanto gravar canções. Você, que é músico, concentra-se muito mais em gravar ou em fazer vídeos, porque assim que é ‘descoberto’.Minha dica para todos os que sonham em um dia fazer parte de uma banda como o Scorpions é a seguinte: nada substitui tocar. Seja num porão, numa garagem, numa festa para amigos, seja diante de uma plateia na escola, quanto mais você tocar, mais ‘afiado’ e esperto ficará. E parecerá muito mais experiente quando tiver a chance de se apresentar para 100 mil pessoas em um estádio. Independentemente de tocar para cinco pessoas ou para 5 mil, a performance nunca deve mudar!” (pg. 45, 46)

Dica de empreendedorismo

“Encontrar a combinação certa, que faça ao mesmo tempo uma mulher chorar e um cara conseguir transar, é a chave para qualquer empreendimento de sucesso no mundo, seja música, seja cheesburger. Essas duas coisas – não música e cheesburger, mas sensibilidade e sexo – são as coisas às quais ambos respondem da melhor maneira possível!” (pg. 114)

Amostra do estilo do rapaz:

“Durante anos, muita gente ficou curiosa a respeito do imenso som de bateria que produzimos para a música Rhythm of love. Bem, ao contrário de muitos seios na Califórnia, ele era totalmente natural.”

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